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Vender o que não usamos para combater a crise

O hábito de vender ou trocar objectos que já não usamos está instalado há já muito tempo nas nossas vidas. Basta olhar para os mercados de velharias ou antiguidades ou até mesmo para as lojas de produtos em segunda mão.

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Actualmente, a Internet veio dar um impulso bastante grande e facilitar em grande medida este tipo de transacção. De facto, são várias as opções de que dispomos online para poder colocar à venda aqueles objectos aos quais já não damos uso ou que, simplesmente, vieram para às nossas mãos e nunca foram do nosso agrado.

Com a actual situação de crise que todos estamos a viver, esta pode até ser uma excelente opção de conseguir amealhar alguns Euros extra todos os meses sem um esforço muito grande.

O que é necessário para começar?

Em princípio, tudo o que necessitamos é de um pouco de tempo livre, de uma máquina fotográfica, de criar uma conta gratuita em algum dos sites que a seguir vos recomendamos e de apelar à nossa veia criativa para “vender” o produto. A questão da máquina fotográfica é importante porque é sabido que “1 imagem vale mais do que 1000 palavras” e o facto de poder mostrar o produto aos potenciais clientes pode significar um aumento significativo das vendas. Se não tiver uma câmara fotográfica, pode recorrer ao seu telemóvel por exemplo. Hoje em dia quase todos os modelos dispõem de uma câmara fotográfica digital capaz de produzir fotografias bastante aceitáveis.

O que vou vender?

Dê uma volta pela sua casa. Com certeza vai encontrar vários objectos aos quais já não dá uso mas que podem ser muito apelativos para outras pessoas.  Objectos de decoração, roupa, acessórios, maquilhagem, livros, DVD’s, discos e CD’s, o telemóvel antigo que já não usa mas que funciona perfeitamente, móveis antigos, objectos para coleccionismo… etc, etc, etc. Você pode vender, virtualmente, tudo!

Crie anúncios que chamem a atenção.

Ao fazer as fotos dos seus produtos use um fundo de uma só cor para facilitar a visualização dos objectos. Pode, por exemplo, tentar encontrar um pedaço de tecido branco ou preto para cobrir uma mesa e fazer aí as fotos. Se for necessário, recorra a alguma espécie de suporte para que o objecto fique numa posição mais vertical. Pode usar uma caixa para, por exemplo, servir de encontro a livros ou cd’s. Outro ponto importante é a descrição do produto. Procure pormenorizar ao máximo todos os detalhes e nunca oculte possíveis defeitos. Assuma-os e pense neles ao definir o preço pelo qual quer vender. Faça sempre um pequeno texto acerca do que vai vender, dando aos compradores dicas de como o produto em causa pode ser útil.

Formas de Pagamento e Portes de Correio

Fundamental também é pensar desde o início na forma como pode receber o pagamento. Em princípio estamos a falar de quantias baixas, pelo que pode considerar usar uma conta Paypal ou então recorrer à transferência bancária. Lembre-se que enviar produtos à cobrança implica sempre o risco de o vendedor recusar aceitar a encomenda, o que resulta no prejuízo de ter de pagar os portes de correio sem ter vendido nada.

O Paypal é um método de pagamento automático e imediato. O dinheiro entra na sua conta passados poucos minutos e terá sempre uma confirmação por email. Se optar por transferência bancária o dinheiro vai demorar alguns dias até chegar à sua conta pelo que pode pedir ao comprador o envio de um comprovativo da transacção de forma a poder dar início ao processo de envio. Pode pedir que lhe seja enviado por email uma digitalização do talão do Multibanco a comprovar a transferência ou então, caso o comprador faça a transferência através do sistema de homebanking, solicitar o envio de um comprovativo electrónico para o seu endereço de email.

E já que falamos em portes de correio, convém não se esquecer deles. Pode optar por aumentar um pouco o preço do produto que está a vender e anunciar “portes grátis” ou então deixar bem claro que seu o pagamento é da responsabilidade do comprador. Em ambos os casos é necessário que tenha uma ideia bastante aproximada do seu valor, pelo que é uma boa ideia dar um salto até uma estação dos CTT para se aperceber mais ou menos dos valores em causa. Em alternativa pode visitar o site dos correios e usar o simulador de envios disponibilizado pela empresa.

Onde vou anunciar?

Chegados aqui vamos aos locais onde pode dar início a este seu pequeno “negócio”. Os sites de leilões serão uma das melhores opções. Em Portugal o líder é o Coisas. Aqui vais ter acesso a uma série de ferramentas muito interessantes e especialmente pensadas para a venda online. Terá também a vantagem de contar com os sistemas de segurança do site que lhe permitirão, por exemplo, conhecer o historial e o feedback dos potenciais compradores. Desta forma poderá, em princípio, “afastar” membros indesejados das suas vendas. Por outro lado, o Coisas é uma plataforma sobejamente conhecida, com milhares de membros registados e milhões de visitas, o que resulta num mercado bastante alargado e com muitas possibilidades.


Convém, no entanto, saber que estes sistemas funcionam à base de comissões. Cada venda que faça através destes sites implica o pagamento de uma percentagem do valor total, de acordo com os tarifários em vigor. Caso opte por estes sistemas, este é um custo mais que terá de calcular antes de dar um preço aos seus produtos.

Se quer evitar as comissões, então o melhor mesmo será optar por algum dos sistemas de anúncios classificados grátis que operam actualmente no mercado. Aqui os anúncios são inseridos sem qualquer custo e as vendas ocorrem todas a nível particular. A maior desvantagem é que não vai poder contar com sistemas de segurança e feedback dos potenciais compradores.

Ainda assim, não deixa de ser um bom meio de chegar a muita gente e de poder vender os seus produtos. Neste sector recomendamos o OLX ou o Custo Justo. Todos eles permitem a inserção gratuita de anúncios por categoria, região e cidade e todos eles dispõem de formas de dar mais destaque aos seus anúncios a troco do pagamento de pequenas quantias.

Vou enriquecer?

Evidentemente que não. Estamos a falar de conseguir rentabilizar objectos aos quais você já não dá uso. A não ser que decida vender antiguidades ou objectos com grande valor, o que está em causa são quantias pequenas. No entanto, poderá surpreender-se com o dinheiro que pode conseguir com esta actividade.

Por outro lado, existem muitas pessoas que começaram a fazer isto como passatempo e que mais tarde deram o passo no sentido de criar algo “mais profissional”.

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